O Google apresentou três modelos. O Gemini 3.6 Flash, descrito pela empresa como seu modelo de trabalho pesado, traz ganhos em programação, trabalho de conhecimento e desempenho multimodal, e reduz o consumo de tokens em até 17%, o que o torna mais barato que o 3.5 Flash. O Gemini 3.5 Flash-Lite é apresentado como o mais econômico da categoria.
O terceiro é o mais incomum: o Gemini 3.5 Flash Cyber, ajustado para identificar e corrigir vulnerabilidades de segurança, disponível apenas para governos e parceiros de confiança em um programa piloto de acesso limitado.
A ausência que pesa
O Gemini 3.5 Pro não veio. A Bloomberg havia noticiado que o Google enfrentava atrasos internos no lançamento por dificuldade em atingir metas próprias de desempenho. Logan Kilpatrick, líder de produto do Google DeepMind, afirmou que a empresa testa o 3.5 Pro com parceiros e espera lançá-lo em breve, e disse que o time começou a maior rodada de pré-treino já feita para o Gemini 4.
A leitura da linha de produtos é coerente com o discurso: o Google enfatizou eficiência, latência e confiabilidade para clientes que constroem agentes em escala. Traduzindo, enquanto o modelo de topo não sai, a aposta é ganhar no custo por chamada de quem roda volume.
Vale reler esse lançamento à luz da troca de comando no DeepMind, anunciada três semanas depois.



