A Anthropic lançou o Claude Opus 5, posicionado como modelo de alto desempenho com resultados perto da fronteira a custo bem menor que o dos antecessores. O preço permanece o mesmo do Opus 4.8: US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de saída. O modo rápido roda 2,5 vezes mais veloz pelo dobro do preço base.
O que a empresa afirma
Segundo o anúncio, o modelo atinge estado da arte em tarefas de programação nos testes Frontier-Bench, GDPval-AA e CursorBench 3.2. Em resolução de problemas no ARC-AGI 3, a Anthropic reporta pontuação três vezes maior. Em automação, cita taxa de acerto cerca de 1,5 vez a do próximo melhor modelo no Zapier AutomationBench. Em uso de computador, diz superar concorrentes no OSWorld 2.0 a pouco mais de um terço do custo. Em química orgânica, relata ganho de 10,2 pontos percentuais sobre o Opus 4.8.
Onde ainda perde
A parte mais informativa do anúncio é a que não é comemorativa. A empresa afirma que o modelo pontua mais baixo em métricas automatizadas de desalinhamento comportamental, o que é bom, mas segue atrás do Mythos 5 em exploração de cibersegurança e em pesquisa de biologia.
Benchmark de fabricante merece a cautela de sempre: quem escolhe o teste escolhe metade do resultado. O que dá para verificar por conta própria é a promessa mais concreta: custo por tarefa concluída em fluxos de várias etapas, que é onde a economia aparece ou não aparece.



